domingo, 22 de janeiro de 2012

Até tocar as estrelas


Lágrimas em meio a luz
Corre na face d'antes sem expressão
Como quem canta palavras caladas
Faz despertar no peito a angustia
Angustia de ver um anjo cair

Perdido em meio as chamas
Ele está só
Imóvel, ele apenas chora
Em um labirinto sem saída
Olha as estrelas inalcançáveis


Com o coração em suas mãos
Você não pode salvá-lo
Ele se torna então fagulhas de fogo
Quem sobem lentamente aos céus
Para enfim tocar as estrelas


Por Camila R.
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(não lembro a data)
De um sonho perturbador com um amigo


Castelo dos Sonhos Mortos

18 de dezembro de 2005

O sangue corre em meio a escuridão
Numa noite vazia
Reparte o serem porções
Parte de mim não quer se entregar
Numa guerra sem tesouros
Sem heróis
Castelos de areia decompõe-se
Ao sopro do Senhor do Destino
Capaz de destruir mundos
E criar universos inteiros
Fazendo desabar os fraco
Em pedaços que não pode se reagruparem

Numa ilha
Olho o que restou do meu mundo
como quem vê ruínas
Mundo que não existiu realmente
Como uma fantasia que a realidade destrói
Mundos se desfazem como castelos de areia

Quando se acorda
O se vê são mortos
- É dificil abrir os olhos?

Batalhas serão travada
O inimigo não se vê
Não se conhece
Não se vence
Não há magia ou heróis
A ilha é um cárcere
feito de destroços
Do que se foi
Do que ti faz acordar
Porque nada é real aqui
Ninguém escutará você gritar
- Você possui a chave do seu Castelo?

(por Camila R.)
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Revirando as minhas coisas antigas ... encontrei isso...

sábado, 7 de janeiro de 2012

confunde-se o sujeito da equação


‎"Melhor reconhecer seus irmãos
Todos que você encontra
Porque estamos no mundo?
Certamente não é para viver com dor e medo"
(Jonh Lennon)

E quando o rosto fica quente e o coração na garganta entra a noite a dentro
E a cada manhã as palavras que você não compreende fazem você queimar até o pó cinza que flutua
E desaparece e permanece ao mesmo tempo...
Os sinais apontam a fonte errada das sensações e quem ler e se julga digno, moral e crente esconde a leviandade nos atos enquanto as correntes seguram-lhe a mascara de bondade e enevoam a lamina do punhal... quem irá dá as costas dessa vez? quem beberá do cálice de ilusão?

(Camila R.)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

significativo.


era uma coisa que significava tanto pra mim e agora alimento ela de rancor e mágoa...
tinha que ser a mesma coisa...?

domingo, 1 de janeiro de 2012

grito para inicio do ano

Um dia a gente aprende que existem limites para você se doar...
Nunca entendi que eles existiam... mas começo a percebe-los...
Amor, colo, carinho... e tudo o que me for possível...
Me fantasio de herói... mas, a realidade é que não há braço forte o suficiente que consiga segurar um escudo ou uma espada por uma vida...
que exploda as trevas e a doçura... mão prendo o choro, não contenho a gargalhada, não escondo o medo, não tenho a a pretensão e nem o poder parecer tão invencível, onipresente e serviu..

Estou sim... magoada... por erro meu em subestimar algumas pessoas e superestimar outras...
Mas não há magoa que sucumba alguém ao pó... e também não há cálice de vidro que quando quebrado volto a beleza original e pura... chego finalmente em um impasse...